11 agosto, 2010

Solidão




A solidão não é ausência da pessoa amada.
A solidão e saber que o amor sempre é fundamental.
E mesmo amando nós tornamos cruéis.
Não sei se é medo, auto defesa ou quem sabe tristeza.
Mas continua sempre a incógnita nesta vida.
Os sentimentos que afloram e fazem parte do ser humano é muito complexo.
Solidão que deixam marcas.
Algumas irreversíveis na personalidade.
Algumas vezes momentos relapsos de saudade.
Mas como ondas do mar que vem branda.
E também devastadoras.
Que arranca da vida a seiva da melhores sentimentos.
Vem e voltam,Tudo passa.
E como diz o poeta não posso voltar atrás.
Mas... posso remediar.
Quem sabe?


Mary Cely
Imagem do google

Em tempos de solidão


Num momento em que epidemias e pandemias roubam a cena nos noticiários, uma doença silenciosa, há algum tempo sutilmente instalada no meio de nós, continua causando estragos não menos danosos que as enfermidades anunciadas. Sim, na sociedade dos “sem tempo”, do individualismo e das relações descartáveis, um dos males do século é a solidão. Aqui e ali, jovens e “adolescentes retardatários” - contingente cada vez maior de pessoas entre os 20 e os 50 anos, de comportamento infantilizado - se acotovelam em noitadas regadas a muito chopp, vodka e ou drogas sintéticas. Nos barzinhos e danceterias, entram em bandos, “ficam” com muitos e saem com muito pouco… Mais sozinhos e perdidos do que nunca. Daí a imprescindível reincidência cotidiana no enganoso jogo do frequentar. Frequentar significa a chance de estar na vitrine e encontrar companhia. Companhia qualquer, que no dia seguinte jaz exibida como troféu em orkuts e Blogs, nas fotos repetitivas dos sorrisos forçados, sempre emoldurados pelo copo ou pela latinha exibida orgulhosamente numa das mãos, enquanto a outra automaticamente faz sinal de positivo, ou outro qualquer – conforme a tribo – pra ilustrar a pseudo-alegria de mais uma noite vazia e igual.
Por outro lado, os assumidamente maduros formam a imensa fila dos solteiros, separados e viúvos que procuram relacionamentos sólidos, parceiros afetuosos e leais, mas que, em maioria, se precipitam em relacionamentos arriscados, diante da incomoda sensação de que o tempo está passando, o corpo envelhecendo e as chances diminuíndo em razão da ditadura do corpo perfeito e da eterna juventude, excludente e implacável numa sociedade que há muito vem super valorizando o supérfluo em detrimento do essencial. O desespero faz com que joguem no escuro, seduzidos pela primeira impressão ou por mentiras virtuais em que se quer muito acreditar, mas, na verdade, seduzidos pela própria carência e premência de ostentar um parceiro. É a lógica de resultados, absorvida por inteiro, a se transportar de forma perversa para a vida pessoal, nela também - e principalmente - fazendo seus reféns. Estar só é sinônimo de incompetência afetiva ou falta dos atrativos exigidos pelo mercado. Viramos coisa, objeto, que independente do conteúdo, se consome ou se rejeita conforme a embalagem e o marketing. O subproduto, claro, é a solidão.
Solidão acompanhada e não menos solitária. Compartilhada pela TV, pelo cachorrinho de estimação, pelas horas a fio nos sites de relacionamento ou pela espera ansiosa de um simples e-mail. Solitude que dói quando se é mais um, igual a todos e – por consequência – invisível; Quando a gente se olha e não se vê ou vê no outro a idealização fugidia de algo que nunca virá a ser. A dor de possuir o que não se tem, desnudar-se a quem não quer ver… A dor de perceber-se descartável, embora humano.
Mas a dor maior será talvez a do equívoco da finitude, a ausência do sentido real da existência, da transcendência, do ser espiritual que pulsa e anseia - sem se dar conta - por algo além da vã materialidade. No fundo, “ser feliz é tudo o que se quer”, mas felicidade é também dar felicidade, o que só virá quando o individualismo der lugar à generosidade e as aparências à essência. Só virá, de fato, quando deixar de ser “um sonho que se sonha só”.
Não nascemos pra viver sozinhos, é verdade. Além do mais, fomos secularmente aculturados para o acasalamento inevitável e complementar. Assim, faz parte do existir compartilhar a vida com alguém especial - às vezes nem tão especial assim – mas cuja presença representa um cobertor emocional para que não se morra de frio quando as crianças crescem e se vão, quando nossos pais já não estão mais por aqui, ou quando aqueles irmãos, amigos e primos, antes inseparáveis, tomam outros rumos. Em tese, o parceiro é a garantia de alguém que fica, quando todos partiram.
Porém, em tempos bicudos de frustrações afetivas, precisamos encontrar alternativas que atenuem a incomoda sensação de abandono que vez por outra teima em nos assaltar… A saída é dar razão de ser à vida. Focar menos no que não se tem e mais no que se pode ser. Colocar as mãos num trabalho gratificante e a cabeça em ideais superiores que certamente preencherão nossos dias; repartir, com os mais fragilizados ou não, o que tenhamos em abundancia para oferecer, inclusive afeto. Enquanto o “amor da nossa vida” não chega, concentremo-nos no amor que podemos dar e receber da vida. Adotemos outras famílias, novos amigos, programas saudáveis e divertidos, trabalho voluntário, intimidade com
Deus; voltar a estudar, reencontrar um velho amigo também solitário, desengavetar aquele antigo projeto… Estar por inteiro no mundo, sem metades perdidas e com direito a uma auto-estima pra lá de achada. Eis o segredo para que se possa estar contente com a própria companhia quando não houver mais ninguém por perto; para que se possa perceber o quanto é prazeroso abrir a porta de casa após um dia daqueles, dar de cara com a gente no espelho da sala vazia e, sem nenhum ranço de auto-piedade, poder dizer pra si mesmo sem medo de ser feliz: - Êta sossego danado de bom!

Joana Abranches
Escritora capixaba, autora de:
A Flor e a Estrela,
Diante do Espelho e
Brincar de Poesia


Recebido Via Email
Imagem do google

07 agosto, 2010

MULHER BEM AMADA!


Esse artigo foi retirado do blog http://depertoninguemechique.blogspot.com e foi escrito por um homem. Bom saber que existem homens que realmente sabem amar uma mulher e sabem que a cama não é apenas o único caminho!


Me desculpem aqueles que acreditam que mulher feliz é mulher bem resolvida na cama, mulher feliz pra mim é mulher bem amada. Porque sexo é algo fácil de conseguir, mas amor já é outra história. Para se da bem na cama basta ela encontrar um cara que saiba o caminho das pedras, que o lance rola que é uma maravilha. Se bobear é bem capaz que melhor transa nem tenha sido com você, já parou pra pensar nisso? Sim, pode ser que o cara que a fez morder a fronha tenha sido um simples amor de verão. Mas não se preocupe, porque ela jamais irá contar este segredo enquanto te amar… E não se preocupe, porque uma mulher quando ama e se sente amada, acaba fazendo deste amor um tudo em sua vida. Então pode ter certeza que para ela você será o “O cara”, aquele que com um simples toque consegue fazê-la gozar. E ela goza porque vem do coração, daquela coisa de olhar dentro de seus olhinhos lindos e ver como ela se sente feliz. Só que não adianta ficar feito um babão, repetindo o tempo todo “Eu te amo! Eu te amo, meu amorzinho”, porque muito mais que ouvir, elas precisam sentir que são amadas! E não existe nada mais chato para uma mulher do que ter que repetir pela milésima vez: “Sim, meu amor, eu sei que você me ama!”. É preciso mimar sua garota, e a melhor forma é fazer com que saiba que está sempre em sua mente e coração. Mimar é surpreendê-las com pequenos gestos, que por mais que pareçam insignificantes para nós, para elas fazem toda a diferença. Por mais que elas gostem de falar, colocar pra fora o que sentem, basta um simples bilhetinho, deixado do lado do seu travesseiro ou dentro do carro dela, com um coração desenhado para entenderem o que queremos dizer. E veja como as coisas são interessantes: justo você, que sempre teve uma grande dificuldade em falar “eu te amo” e nunca soube como convencê-la de que ela é a mulher de sua vida, com um pedacinho de papel de pão, com um desenho mal rabiscado, será capaz de dissipar boa parte de suas dúvidas. E quando estiverem na fila do cinema, esperando em uma fila enorme, tente sussurrar em seus ouvidos algo como “Cada dia eu te amo mais…”. Mas tem que ser assim: mantendo a pose de macho, sem dar uma de bichinha afetada, olhando para a frente, como se aquilo que acabou de falar fosse a coisa mais simples deste mundo. Ah, meu amigo, saber que é amada em momentos tão sem importância faz com que elas fiquem nas nuvens. Sim, eu sei que uma declaração de amor, fazendo cara de santinho é muito fácil, mas isso é muito comum! O lance é surpreendê-las! E isso quer dizer que não é pra repetir a dose o tempo todo! Porque senão ela vai pensar que você é retardado. O que deixa uma mulher mais balançada: um presente no dia do seu aniversário, ou uma grata surpresa num dia qualquer? Como ela se sentiria se, depois de chegar em casa, cansada, depois de um dia péssimo de trabalho, achando que aquele seria mais um dia monótono como os outros, e você aparecesse com um lindo presente, algo que há muito ela queria tanto? Só sorriso dela já vale o esforço. E não bastam presentes e surpresas românticas, porque uma mulher quer também um cara que seja “pau pra toda obra”, do tipo que estará ao seu lado em todos os momentos, não só dando apoio, mas tomando as rédeas da situação quando ela fraquejar. Sim, porque nenhuma mulher (normal) quer um frouxo, que na hora do pega-pra-capar se manda, os tempos mudaram, as mulheres cada vezes mais se igualam aos homens em tudo, mas no fundo todas só querem um “porto seguro” para chamares de meu.


FONTE-http://depertoninguemechique.blogspot.comnão é o único caminho
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Ps.Se alquem souber nome do autor entre contato por favor ja vi em varios blogs sem autoria.O minimo que fiz foi colocar fonte.